terça, 26 de abril de 2022 - 13:55h - 3641
Amapá registra redução de casos de hepatites B e C entre 2019 e 2021
Relatório avalia período de 2012 a 2022 de todo estado.
Por: Rafaela Bittencourt
Foto: Arquivo/Secom
52% das ocorrências são de hepatite B e 47,3% de hepatite C. Maior parte dos casos se concentra na capital do Estado.

Segundo dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) - Ministério da Saúde - durante os anos de 2012 a 2022, o Amapá notificou 607 casos positivos de hepatites B e C. Porém, no período de 2019 e 2021, os números tiveram uma queda significativa para as duas doenças.

Em 2016, houve um pico de notificações de 56 casos de hepatite B, contudo, nos anos subsequentes de 2019 a 2021, os números caíram de 35 casos para apenas 11. Os públicos mais afetados foram de 20 a 39 anos e de 40 a 59 anos de idade.

Em relação à hepatite C, nesse período de 10 anos (2012 a 2022), o Amapá apresentou 287 casos confirmados da doença, sendo a maior parte em Macapá e os públicos mais atingidos foram de 40 a 59 anos e acima de 60 anos. Apesar dos números consolidados, o relatório aponta para uma queda no diagnóstico que varia entre 5 a 10 casos da doença nos últimos dois anos.

Durante todo o período analisado foram 320 casos de Hepatite B notificados, a maior parte deles foram registradas em Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Oiapoque. Já nas mulheres grávidas, em 2021 não foram observados casos desse tipo de doença.

No Amapá, a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS-AP) atua no monitoramento e auxílio técnico da doença junto aos municípios.

“Percebemos nesses anos de análise, que a doença tem afetado principalmente essa faixa etária de jovens adultos e adultos, pois se trata de um grupo exposto a mais fatores de risco, como sexo sem proteção, uso de drogas, procedimentos com instrumentos não higienizados e contato com sangue contaminado”, explica João Farias, coordenador de Doenças Transmissíveis da SVS/AP.

Hepatite B e C

A hepatite é uma doença inflamatória ocasionada por vírus como HAV (Hepatite A), HBV (Hepatite B), HCV (Hepatite C), HDV (Hepatite D e HEV (Hepatite E). As mais comuns no Brasil são as Hepatites A, B e C.

A doença é silenciosa, mas juntas, as hepatites B e C provocam cerca de 80% das mortes por câncer de fígado. No Brasil, de 1999 a 2020, 254.389 pessoas foram diagnosticadas com hepatite B e 262.815 com a hepatite C.

As infecções podem causar doença hepática crônica, cirrose hepática e carcinoma hepatocelular.

A prevenção se dá pelo uso da camisinha, não compartilhamento de seringas ou objetos com contato com sangue e as mulheres grávidas podem ser orientadas através do pré-natal.

Tratamento

Após o diagnóstico em unidade básica de Saúde, o tratamento da Hepatite B pode incluir repouso, dieta, hidratação e não ingestão de bebidas alcoólicas. Em caso de hepatite crônica, são incluídas medicações antivirais e imunomoduladores.
A hepatite C, por sua vez, tem como tratamento antivirais utilizados durante 8 a 12 semanas.

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