segunda, 13 de junho de 2022 - 16:00h - 4997
Programa Reniva chega ao município de Amapá com técnicas de melhoramento genético no plantio de mandioca
Estratégia busca inserir nas produções locais materiais modificados e mais resistentes ao ataque de pragas. 
Por: Weverton Façanha
Foto: Halanna Gama
Amapá é o primeiro local fora da capital a receber o plantio de um hectare das sementes.

O Programa Reniva chegou ao município de Amapá com técnicas de clonagem de manivas-semente para tornar a produção agrícola mais resistente às pragas. A estratégia é coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (SDR) com objetivo é implantar 30 bancos clonais de manivas-sementes pelo Amapá, potencializando a agricultura local.

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É a segunda etapa do programa, que trouxe 200 mil sementes-maniva para o estado no final de maio - a quantidade permitirá a formação de bancos clonais, criando uma cadeia de sementes com maior qualidade genética. Parte desses bancos já foi instalada na comunidade de São Pedro dos Bois, zona rural de Macapá. O Reniva Amapá conta com investimentos de R$ 800 mil.

O programa tem como foco propiciar aos agricultores/produtores a disponibilidade das variedades e um cultivo com maiores produtividades e capacidade de convivência com as intempéries climáticas. Trata-se de uma parceria que envolve a Embrapa e o campus Região dos Lagos da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), que também atende aos municípios de Tartarugalzinho, Pracuúba e Calçoene. O trabalho conta com apoio das prefeituras.

Amapá é o primeiro local fora da capital a receber o plantio de um hectare das sementes. Com o período de chuvas ainda intenso no interior, as manivas-sementes começam a brotar e a virar mudas em, no máximo, 10 dias e a possibilidade de colheita inicia em cerca de 12 meses. Em Amapá, a partir de 2023 será possível atender mais de 100 produtores rurais com as sementes produzidas na área usada como banco clonal.

Apoio à pesquisa científica

A professora e coordenadora do curso de Agronomia da Ueap, Alana Soares, detalha que a instalação dos bancos cumpre dupla função na comunidade: será importante para a para a formação dos acadêmicos e também vai assegurar orientações aos produtores locais.

“O foco é que a área sirva para pesquisa, já que também temos a Embrapa, para que os acadêmicos possam ter uma noção direta sobre os estudos da mandiocultura e, como consequência, que os agricultores possam observar e receber dos próprios acadêmicos as orientações sobre as atividades destas cultivares com melhoramento genético”, destacou.

A área de trabalho terá um plantio consorciado entre manivas e açaí. Antes da plantação, o solo foi arado e recebeu insumos. O técnico da SDR, Fábio Santos, explica que a estratégia de plantio é específica para minimizar as falhas do processo.

“Em todas as áreas, sempre trabalhamos os solos e é feita a colocação dos insumos. No momento de plantar as sementes, também é feito um reforço de adubagem na cova em que colocamos a maniva. Tudo é para manter um bom crescimento e, assim, ter as perdas reduzidas”, enfatizou o servidor.

Bancos clonais

O Programa Reniva é desenvolvido desde 2021 no Amapá e, agora, está na segunda etapa. Nesta fase, serão implantados bancos clonais em Macapá (Parque de Exposições da Fazendinha, Campos Embrapa/AP (KM 42), Mazagão, Tartarugalzinho, Amapá, Laranjal do Jari; além de produtores âncoras dentro do Programa de Produção Integrada de Alimentos (PPI). 

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